Diminuem os casos de Aids na África do Sul

Entre 2001 e 2009 foram registrados as maiores quedas nos números de casos de AIDS no continente africano. Costa do Marfim, Nigéria, África do Sul, Zâmbia e Zimbábue foram os países com as maiores quedas.

“É a primeira vez que isso acontece no coração da epidemia. Agora vemos esperança no lugar em que o HIV só roubava sonhos”, disse o diretor executivo da Unaids, divisão da Organização das Nações Unidas (ONU), Michel Sidibé.

Congo, República Centro Africana, Ruanda, Burundi, África Oriental, Quênia, Tanzânia, Uganda, Djbouti, Eritréia, Etiópia, Somália, Sudão, África Ocidental, Benin, Burkina Faso, Camarão, Chade, Cote d’Ivoire, Guiné Equatorial, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné Bissau, Libéria, Mauritânia, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo, são os países que formam a África Subsaariana. Aí vive cerca de 70% dos infectados pela doença.

Em 2008, 72% das mortes foram registradas neste conjunto de países e 14 milhões de crianças perderam o pai e a mãe em consequência da doença. Na Suazilândia, por exemplo, a expectativa de vida caiu pela metade entre 1990 e 2007, para 37 anos de idade, por causa da doença.

O governo da África do Sul aumentou os recursos destinados à prevenção e ao tratamento da AIDS. É tanto que novas infecções entre jovens e adultos caíram 25% e um número recorde de mulheres tem acesso ao tratamento para prevenir a transmissão da mãe para o bebê. A Unaids recomenda que os governos invistam entre 0,5% e 3% das receitas nacionais no combate ao HIV, dependendo da quantidade de infectados.

Leonardo Chavane, porta-voz do Ministério da Saúde de Moçambique afirmou que todo centavo economizado significa colocar mais gente em tratamento ou nos programas de prevenção.

Chavane ressaltou que o transporte dificulta e acaba onerando os medicamentos. “Tudo vem da Ásia, Europa ou Américas”, disse o porta-voz, lembrando que Moçambique tem 12,5% da população de cerca de 22 milhões de habitantes infectadas pelo HIV.

Fonte: Africa 21 Digital