Participantes elogiam o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e o I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais

Alguns reclamaram de mesas com assuntos interessantes estarem acontecendo ao mesmo tempo. Muitos elogiaram a organização e o amplo espaço de discussões e trocas que o VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids e o I Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais, que aconteceram no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, proporcionaram a todos que vieram a Brasília. Entre quinta, 16, e sábado, 19 de junho, os cerca de 4 mil participantes percorreram os 54 mil metros quadrados muito bem distribuídos pelo espaço do Centro. A baixa umidade do ar em Brasília, sempre sentida, atrapalha um pouco. Mas não foi empecilho para deixar ninguém sem caminhar muito atrás de mesas, discussões, novas ideias, outros conceitos e projetos que estão dando certo neste imenso Brasil continental. A Agência Aids ouviu alguns dos participantes do evento, que fizeram um balanço. Confira a seguir.

Micaela Cyrino, São Paulo, Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids: “Eu achei o Congresso bom. Tivemos uma maior participação dos jovens, uns 30. Estamos conseguindo ter nossas demandas mais ouvidas pelos gestores”.

Beto de Jesus, São Paulo, ABGLT: “O que me incomodou um pouco na organização é que muitos temas foram abordados ao mesmo tempo, o que dificultou a participação em mesas com assuntos interessantes. Deveriam ter mesclado mais para que pudéssemos ter a opção de acompanhar outras discussões. Valeu muito por poder perceber que seguimos dando respostas e também este encontro de pessoas. Nos alimentamos com essas histórias e experiências”.

Livia Lacerda, Salvador, Grupo de Apoio à Mulher Positiva: “Gostei muito por ter tido a possibilidade de conhecer mais gente, trocar informações e por ter espaço para divulgar o projeto Rede Positiva que quer ajudar no processo de fortalecimento e empoderamento das mulheres como um todo”.

Maristela Menchini, Bahia, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aoids: “É o primeiro Congresso que participo. Venho do interior do meu estado, a Bahia. Achei muito rico em informações. Um momento que possibilita o fortalecimento de todos. Acho que é importante também existir uma rotatividade entre as pessoas que participam de eventos assim, e não nos serviços de atendimento como a gente vive sempre. É preciso que mais gente, que usa esses serviços, possa se informar e se fortalecer”.

Érika Rosseto, São Paulo, setor de pesquisa e desenvolvimento científico do Programa Municipal de São Paulo: “O Congresso valeu muito pela diversidade dos temas e qualidade dos trabalhos e debates”.

Maria Luíza, São Paulo, psicóloga, diretora da Semina: “A participação é importante porque temos contatos com pessoas interessadas e comprometidas com a prevenção e a educação. Em encontros como estes, ampliamos nossos horizontes”.

Eliane Silva, Campo Grande,Mato Grosso do Sul, CTA, setor administrativo: ”É a primeira vez que participo de um Congresso. Gostei muito, achei bem organizado. Gostaria apenas de dizer que senti que sempre precisamos de mais tempo para as apresentações e debates dos trabalhos. É muito rico poder conhecer o que se está fazendo em outros lugares”.

Lucila Magno, Sorocaba, São Paulo, Gepaso: “A participação é muito válida pela troca de experiências, pelo encontro de todos e pela possibilidade de descobrirmos novas políticas. O governo não vive sem ouvir a sociedade civil que se renova em eventos como esse”.

Sirlene Candido, Paraná, Cidadãs Posithivas: “É um outro contexto do Congresso de Florianópolis. Entrou a discussão sobre as hepatites, talvez tenhamos que falar mais sobre o tema. Gostei muito da qualidade do material informativo, da troca de experiências e do diálogo com todos os atores”.

Jenice Pizão, Campinas, São Paulo, Cidadãs Posithivas : “Achei a organização melhor que a dos Congressos anteriores. A saída, o caminho é a conversa, que possibilita a construção de novas possibilidades. Os grandes temas que foram discutidos neste Congresso apontam para isso.”

Rodrigo Pinheiro, São Paulo, Fórum de Ongs Aids de São Paulo : “Gostei da infra estrutura. Não podemos tirar as conquistas da aids para as Hepatites. Precisamos sim, unir forças e cobrar. Soube que acontceram problemas com a testagem durante o Fique Sabendo. Falhas no aconselhamento, no pré e pós teste, reclamaram de perda de resultados, de testes que foram feitos 4 vezes. Tenho que registrar o que chegou até meus ouvidos”.

Rebeca Otero, Brasília, representante da UNESCO : “Nas reuniões que antecederam o Congresso, vimos muitos trabalhos interessantes e intersetoriais. O mais importante é conhecer novas experiências e também novas ideias”.

Janete Alves da Silva, Acre, Movimento das Cidadãs Posithivas : “O mais importante é aprender coisas novas e levar para dividir, compartilhar com os parceiros que não puderam estar aqui”.

Nadja Faraone, São Paulo, Rede Paulista de Controle Social de Tuberculose : “Considero o encontro muito positivo. Abordou vários aspectos e podemos escolher entre uma agenda que considerei plural e para um futuro planejamento coletivo envolvendo o HIV, as hepatites e a tuberculose”.

Moisés Toniolo, Bahia, RNP+: “Gostei bastante de ter participado. O Congresso foi positivo pela abertura para as discussões sobre o tema aids e mundo do trabalho. O assunto vai ser ampliado e isso é muito importante”.

Silas Castro, Belém, Pará, Conselheiro de Saúde : “Este foi o primeiro Congresso sobre os temas específicos que participei. Pude me aprofundar, conhecer mais e me aprofundar em assuntos novos”.

Jean Carlos Dantas, São Paulo, articulação da Sociedade Civil, Programa Municipal de SP : “Os temas foram bem interessantes. As discussões sobre as políticas para o aprimoramenteo das casas de apoio, este outro olhar para o morador foram muito ricas. Também considerei positivas as recomendações feitas para o Departamento Nacional”.

Carlos Laudari, Salvador, líder do time de HIV/Aids da Pathfinder International: “Aproveitei muito para fazer costuras com a sociedade civil e com gestores de todo o Brasil. Como um todo , o Congresso foi bem organizado e apresentou uma boa programação”.

Indiana Siqueira, São Paulo, Rede Trans da Região Sudeste : “Valeu para começar a derrubar mitos de pessoas que enxergam os travestis de maneira equivocada. Mostramos ainda que somos invisíveis para o governo. Saio do encontro com a sensação que o governo ainda nos enxerga de forma equivocada”.

Claudio Monteiro, São Paulo, sociólogo, CRT de São Paulo: “Acompanhamos as experiências novas e de vanguarda dos municípios onde vemos as várias faces da epidemia e quanto são criativas as formas de enfrentamento”.

Celso Monteiro, São Paulo, coordenador adjunto Programa Municipal: “Senti este congresso melhor do que o de Florianópolis. Mostrou que a epidemia no Brasil tem respostas de qualidade e apontou os muitos desafios que não podemos fazer de conta que não existem”.

Gabriela Leite, Rio de Janeiro, Rede Brasileira de Prostitutas: “O Congresso refletiu como estamos na prevenção e sem novas idEias. Como os movimentos estão carentes de financiamentos para desenvolver suas ações. Notei também poucos trabalhos com prostitutas”.

José Carlos Veloso, São Paulo, Gapa: “Foi um dos melhores congressos que já participei. As mesas com temas políticos e muita participação da platEia. Foi muito rico em discussão e nas experiências das pessoas”.

Cazu Barros, Rio de Janeiro, RNP+ : “Achei muito bom, novos temas e o que mais me surpreendeu foi ver novos rostos e jovens participando das mesas. Está acontecendo uma renovação. Este fato é muito positivo”.

Paulo Roberto Teixeira, São Paulo, consultor sênior CRT de SP: “Gostei muito. O Congresso foi muito bem organizado com uma grande participação dos municípios. Percebi uma estreita associação de toda a discussão de prevenção com direitos e creio que começamos a construir um caminho de integração com a questão das hepatites”.

Jeremias La Veja, Buenos Aires, Argentina, Rede de Jovens Argentina: “Percebi que no Brasil os jovens começam a conquistar mais seu espaço. Foi tudo muito organizado”.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS