Brasil vence Espanha na final da Copa das Confederações. Países têm ações parecidas no combate ao HIV

Na final inédita valendo  o título da Copa das Confederações,  Brasil venceu a Espanha no Maracanã por 3 a 0. Os dois países têm ações parecidas no combate ao HIV/Aids. 

Na Espanha, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids), aproximadamente 150 mil adultos estão infectados, o que representa uma prevalência média de 0,4%, a mesma taxa observada no Brasil.

Os medicamentos antirretrovirais também são distribuídos gratuitamente no país desde 1996 pelo governo. No entanto, a lipodistrofia tem se tornado um grande desafio para o enfrentamento do estigma. Uma pesquisa feita no país, em 2000, mostrou que 24% dos soropositivos já sofrerem discriminação no trabalho. Destes, 16% atribuíram o fato devido à lipodistrofia. 

Nos próximos 25 anos, especialistas alertam que a Espanha poderá ter 100 mil novas infecções por HIV, mesmo que a informação sobre a aids seja acessível a todas as pessoas. 

Esta previsão pode acontecer, segundo eles, porque uma margem de 35% a 50% das pessoas com o vírus hoje não sabem da sorologia e podem infectar outras pessoas por falta de prevenção.

No Brasil, que tem 193 milhões de habitantes, são cerca de 530 mil pessoas vivendo com o HIV, segundo o Ministério da Saúde, o que representa uma incidência de 0,42% na população. A previsão do Unaids é mais otimista e calcula 0,3% da populaçaõ infectada. 

Um levantamento feito pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde em 2012, com mais de 35 mil adolescentes e jovens de 17 a 20 anos de idade, mostrou que a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12% em cinco anos. Os números estão ligados às relações homossexuais ou um número maior de parceiros sexuais.

Para casos de aids apenas, ou seja, pessoas que já apresentam sintomas da doença, a média nacional, segundo o Ministério da Saúde, é de 20 notificações para cada grupo de 100 mil habitantes.

De 2006 para 2011, o montante de soropositivos que começaram a fazer o tratamento antirretroviral precocemente (com mais de 500 cópias de células de defesa do organismo para cada mililitro cúbico de sangue) passou de 32% para 36,7%. Durante o mesmo período, a porcentagem de pacientes que ficou com a carga do vírus HIV indetectável após seis meses de tratamento subiu de 63,8% para 72,4%.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS