Mulher é indenizada em R$ 100 mil por diagnóstico errado de Aids

O governo do Ceará foi condenado a pagar R$ 100 mil a uma mulher que recebeu um diagnóstico errado de Aids. Ela disse pensou em se suicidar e matar o filho.

Em agosto de 1998 a mulher se internou no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), em Fortaleza. Ela realizou exames e foi constatado que a paciente estava com dengue. Antes de receber alta ela foi submetida ao exame anti-HIV 1+2, que deu positivo, feito pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce).

Segundo o processo, a paciente se desesperou: pensou em suicídio e cogitou tirar a vida do filho mais novo, de seis meses, por achar que ele também estava contaminado. A mulher só soube da necessidade de repetir o exame por uma amiga. O teste foi refeito e deu negativo. Alegando danos morais por conta do trauma, ela ingressou em 2003 com a ação de indenização na Justiça.

“Não é, absolutamente, o preço da dor, mas representa o mínimo que deve ser assegurado àqueles que sofreram os impactos psicológicos de um resultado falso positivo em caso de sorologia para anti-HIV”, afirmou a relatora do processo, desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda.

A magistrada alegou que o Estado “entregou o resultado de HIV positivo, erroneamente, sem nenhuma advertência sobre a precariedade e, tampouco, encaminhou a apelada a um serviço de referência, descumprindo assim determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”.

Fonte: Último Segundo