HU vai oferecer leitos para pacientes com HIV/Aids, em MS

O HU (Hospital Universitário) de Dourados acaba de ser credenciado pelo Ministério da Saúde para o atendimento de pacientes portadores do vírus HIV. No total, são sete leitos credenciados para HIV/Aids, sendo cinco adultos e dois pediátricos.
A destinação dos leitos já foi autorizada pela Secretaria Estadual de Saúde e depende apenas da emissão de um documento pelo Ministério da Saúde. Com esta autorização, o HU/UFGD é o único hospital de Mato Grosso do Sul credenciado para este tipo de atendimento.
De acordo com o médico infectologista Julio Croda, coordenador do internato e residência em clínica médica, a demanda por este serviço já existia, porém de forma informal. Somente nos ano passado, foram em torno de 800 diárias destinadas a pacientes em tratamento de HIV/Aids. Segundo ele, a diferença é que, com o credenciamento, o HU contará com um aporte maior de recursos tanto para o serviço clínico quanto para a aquisição de medicamentos.
No Brasil, 10% de todo o volume de recursos da saúde são destinados ao programa DST/Aids. “O HU sempre atendeu a esta demanda, mas a partir de agora o serviço será credenciado. Ou seja, para cada atendimento o hospital irá receber um recurso, feito através de um pagamento diferenciado devido ao alto custo do serviço”, explica.
Para o atendimento deste público, o HU/UFGD conta com três infectologistas, além de equipe que inclui enfermeiros e técnicos de enfermagem. Todos eles já estão recebendo capacitação específica para este atendimento. “Nenhum hospital público ou particular de Mato Grosso do Sul tem uma equipe especializada em HIV/Aids como no Hospital Universitário”, garante.
Através de parceria com o SAE/CTA (Serviço de Assistência Especializado /Centro de Testagem e Aconselhamento de Dourados), foi possível planejar cinco encontros de capacitação do pessoal do HU envolvido com o atendimento deste público.

COMPLEXIDADE

Segundo Julio Croda, o atendimento de pacientes portadores do vírus HIV é mais complexo e exige um tratamento mais humanizado. “É uma população diferenciada, que já sofre uma série de preconceitos”, afirma. O infectologista lembra que a epidemia está ‘migrando’ para o interior do Estado e atingido, principalmente, pessoas de baixa renda. “Houve aumento de diagnóstico na região. Por isto, a necessidade de uma assistência hospitalar adequada e especializada”.

Fonte: Fatima News