Saúde: rótulo nacional em remédios de Aids e Câncer

Em 2013 começa a distribuição na rede pública de saúde  de um novo medicamento com rótulo nacional para o tratamento da Aids: o Sulfato de Atazanavir. No dia 30 de novembro, véspera do Dia Mundial da Luta Contra a Aids, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na cerimônia de oficialização do processo de transferência de tecnologia para a produção do medicamento no País.

Em 19 de dezembro de 2012, Padilha oficializou também o recebimento do primeiro lote nacional do medicamento biotecnológico oncológico Mesilato de Imatinibe, indicado para o tratamento de Leucemia Mielóide Crônica (LMC) e Estroma Gastrointestinal (tumor maligno do intestino).

O Mesilato de Imatinibe será suficiente para atender a toda a demanda do Sistema Único de Saúde – aproximadamente oito mil pacientes hospitalizados. A previsão para 2013 é que sejam entregues ao SUS cerca de 4 milhões de comprimidos do remédio. Já o antirretroviral, também distribuído aos pacientes do SUS, hoje é utilizado por aproximadamente 45 mil pessoas, cerca de 20% do total de pacientes.

A produção nacional do Atazanavir foi originada a partir da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada entre o Ministério da Saúde – por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – e o laboratório internacional Bristol-Myers Squibb. O medicamento oncológico também é fruto de uma PDP que envolve os mesmos laboratórios da Fiocruz e o Instituto Vital Brazil da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, além de cinco empresas privadas.

Com a iniciativa, estima-se que a economia para o Sistema Único de Saúde chegue a R$ 337 milhões, em cinco anos, com o Mesilato de Imatinibe, e a R$ 385 milhões com o Atazanavir. “O ministério reforça o compromisso de fortalecer o Complexo Industrial de Saúde e aumentar, progressivamente, a autonomia do país na produção de medicamentos”, afirmou o ministro, durante o evento em que recebeu os remédios para tratamento do câncer (leucemia e tumor maligno do intestino) realizado em dezembro, no Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro.

Fonte: JB

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