Sespa oferece teste rápido de HIV e outros serviços na Praça Batista Campos – Pará

Encerrando a programação alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) disponibilizou para a população, neste domingo, 4, teste rápido para detecção do vírus HIV. A ação aconteceu na Rua dos Tamoios em frente à Praça Batista Campos, contando com quatro unidades móveis do Programa Presença Viva da Sespa para garantir, também, consultas médicas, odontológicas, exame preventivo do câncer de colo de útero (PCCU), exame de hepatite, aferição de pressão arterial e exame de glicemia capilar, além de medicamentos para as pessoas atendidas.

 

 

Segundo a diretora de Vigilância à Saúde, Rosiana Nobre, o resultado do teste de HIV, seja negativo ou positivo, vem acompanhado de aconselhamento. “Quando dá negativo, orientamos a pessoa sobre a importância da prevenção, principalmente com o uso do preservativo em todas as relações sexuais, porque todos nós estamos vulneráveis. Quando o resultado é positivo, encaminhamos a pessoa para o serviço especializado, onde terá o acompanhamento multidisciplinar”, explicou Rosiana.

 

 

Ela disse que esse tipo de ação na praça facilita a aproximação das pessoas, que ainda se sentem constrangidas em procurar um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) para fazer o exame. “Ainda há muito preconceito em relação à Aids e as pessoas sempre ficam preocupadas com o que outros vão pensar se as verem entrando num CTA”, complementou Rosiana. Ela lembrou que o diagnóstico precoce do HIV é importante porque a Aids é uma síndrome que, apesar de ainda não ter cura, pode ser controlada, assegurando qualidade de vida à pessoa que tem o vírus.

 

 

Conforme a diretora, o chamado CTA itinerante tem o objetivo de facilitar o acesso das pessoas ao exame de HIV, por isso, durante o ano o serviço é oferecido a diversas populações, principalmente as que têm mais dificuldade de acesso. A coordenadora estadual de DST/Aids, Deborah Crespo, fez um balanço positivo da Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, porque o foco na mortalidade serviu para alertar a população sobre as medidas preventivas que precisam ser adotadas por todos, independentemente de orientação sexual.

 

 

O último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que o Pará notificou 12.532 casos de Aids no período de 1980 a junho de 2011, dos quais 1.476 em 2010 e 589 de janeiro a junho de 2011. Segundo Deborah, a população mais atingida pela Aids está na faixa etária dos 19 a 24 anos de idade, com 1.567 casos notificados entre 1998 e junho de 2011. E a maioria dos casos, atualmente, é de heterossexuais infectados por transmissão sexual. “51% dos homens e 83% das mulheres foram infectados em relação heterossexual”, enfatizou.

 

 

De acordo com a coordenadora, reduzir a transmissão vertical do HIV, ou seja, que ocorre de mãe para filho, é um dos grandes desafios para 2012, pois de 1980 a junho de 2011, o Estado notificou 370 casos de Aids em crianças menores de cinco anos. Para isso, são fundamentais as ações da Rede Cegonha, que disponibilizará teste rápido para HIV, sífilis e hepatite, facilitando o aceso da gestante aos exames.

 

 

O Pará também já desenvolve o Plano de Redução da Transmissão Vertical da Sífilis e HIV e foi contemplado para desenvolver um projeto piloto de do Ministério da Saúde, juntamente com o Estado do Ceará, voltado para esses agravos. No Pará, cinco municípios, incluindo Belém terão serviços de referência para os exames. Os principais critérios para escolha foram densidade populacional e frequência de casos. “Nossa meta é alcançar uma cobertura de 90% das gestantes. Sobre a ação na praça, Deborah disse que “também serve para mostrar que o vírus HIV não faz distinção de classe econômica e nem social, que pode afetar qualquer um de nós”.

 

 

Conceição Soares Monteiro, de 57 anos, foi beneficiada com atendimento odontológico. Ela disse que mora no bairro Parque Verde e que buscou as Unidades Móveis do Presença Viva, porque não consegue ser atendida nos postos de saúde. “É muito difícil conseguir atendimento, faltam profissionais, materiais, falta tudo e o tratamento dentário é muito caro para pagar”, lamentou. Ela, inclusive, confessou que sempre vai onde o Presença Viva está para conseguir o que precisa, pois sabe que é importante cuidar da saúde.

Fonte: Agência Pará

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