ONU: destacado trabalho de Cuba frente à AIDS

Cuba ressaltou hoje os resultados da reunião de alto nível de Nações Unidas sobre o HIV e a AIDS, onde apresentou as experiências que colocam essa nação caribenha em um lugar destacado na luta contra essa doença.

“Somos dos países que já podem falar de eliminação da Aids transmitida de mãe para filho ou por sangue e hemoderivados e que têm baixas taxas de prevalência em jovens de até 19 anos” disse o vice-ministro cubano de Saúde Pública, Luis Estruch.

Em conversa com a Prensa Latina na ONU, o vice-ministro recordou que, em 2010, a ilha caribenha foi incluída entre as oito nações de baixo e médio rendimento com acesso universal ao tratamento para todos os doentes.

Estruch afirmou que os indicadores do programa HIV-aids em Cuba estão entre os melhores do mundo, com uma prevalência de 0,18% entre pessoas de 15 a 49 anos de idade, isto é, na faixa de 0,1, que é a mínima no mundo.

O vice-ministro apontou que seu país realiza investimentos importantes para manter vivos seus pacientes e trabalha com total transparência no que se refere à Aids, com pleno respeito aos direitos humanos e indicadores realmente positivos.

Afirmou que trata-se de uma epidemia que não tem podido ser controlada, com 25 milhões de mortos em 30 anos e 33 milhões de pessoas infectadas, além de numerosos novos casos e do enorme desastre econômico e humano em todos os países do mundo.

“Ninguém está fora da pandemia. Cuba está em posição vantajosa, mas temos que seguir trabalhando com a população, [sobretudo para] a prevenção e o uso de camisinha”.

“As pessoas devem saber que podem realizar o sexo de acordo com sua preferência, mas com proteção”, insistiu.

Afirmou ainda que o grande problema é que a população tenha percepção de risco, de que qualquer um pode contrair a doença, com qualquer idade, gênero ou raça”.

“Os medicamentos têm sido eficazes, mas não podemos deixar a batalha apenas para eles, porque, em última instância, não há vacina que proteja contra a Aids nem medicamento que a cure”, esclareceu.

O vice-ministro cubano destacou que a reunião da ONU, concluída ontem, também discutiu sobre o tema da tuberculose, “pois frequentemente esta doença e a Aids são concomitantes na mesma pessoa, fazendo muitos estragos”, explicou.

Opinou que ainda está longe o dia do aparecimento da vacina contra a Aids ou do medicamento que a cure, “por isso há que se prevenir e diminuir o contágio”.

Fonte: Prensa Latina

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