Estudo conduzido na África sugere que homens são mais vulneráveis ao HIV durante o período de gravidez de parceiras soropositivas

O estudo foi conduzido em Botsuana, Quênia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

No total, 3321 casais em que um dos parceiros era infectado pelo HIV participaram da iniciativa. Quando a mulher é positiva e o homem não, o risco deste contrair o vírus pode ser duas vezes maior, mesmo eliminando fatores culturais e de comportamento. A opinião dos pesquisadores é de que a gestação altera fatores biológicos e faz com que, por exemplo, a mulher tenha maior concentração de carga viral do vírus na genitália. De acordo com a apresentação, no entanto, a carga viral e CD4 das mulheres não influenciaram nos resultados.
Quando o parceiro é soropositivo, a mulher grávida também tem chances acrescidas de contrair o vírus, mas o fato é ligado às questões culturais como o não uso do preservativo.

“Isso nos mostra que precisamos nos preocupar com a transmissão vertical (mãe para filho), mas devemos nos preocupar também com os homens”, comentou a pesquisadora Nelly Mugo da Universidade de Nairóbi.

A pesquisa durou dois anos e acompanhou 1085 casais em que o homem era infectado e 2236 em que a mulher é soropositiva. Neste tempo, ocorreram 823 gestações. Os autores conluem que mais estudos são necessários para descobrir o motivo de vulnerabilidade masculina.

Microbicides 2010

A conferência Microbicides 2010 (M2010) tem como tema “Construindo pontes na prevenção do HIV”. A atividade reúne pesquisadores de mais de 35 países em Pittsburgh, Estados Unidos, até a próxima terça, 25 de maio.

A idéia é discutir os temas relacionados aos microbicidas e a PrEP (profilaxia pré-exposição), desde questões científicas às políticas sociais que envolvem os dois assuntos.

Os microbicidas são substâncias como géis, cremes e anéis destinados a prevenir a transmissão sexual do HIV quando aplicados no interior do reto ou da vagina.

A PrEP oral é uma abordagem que envolve o uso de drogas antirretrovirais por pessoas negativas para o HIV para reduzir o risco de contrair o vírus da aids.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

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