Campanha conscientiza foliões e turistas sobre DST’s

Para os quatro dias de Carnaval, a coordenação estadual de Alagoas, do Programa de DST/Aids estará disponibilizando 2 milhões de preservativos masculinos e mil femininos para os 102 municípios alagoanos.

De olho no Carnaval e com o conceito “Aidevocê Se Não Se Proteger”, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em parceria com os municípios está promovendo campanha de conscientização junto aos foliões.

De acordo com técnicos do Programa Estadual DST/Aids, o objetivo é alertar sobre os cuidados que devem ser adotados para evitar doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, que já infectou cerca de 2.803 alagoanos desde 1986.

As ações educativas foram iniciadas na sexta-feira (5), onde mais de 50 blocos desfilaram pelas ruas do bairro Jaraguá. Já no sábado (6), as ações se concentraram no desfile do Pinto da Madrugada. Nas duas ocasiões, foram disponibilizados preservativos masculinos e femininos, além de material educativo.

“Folders e cartazes, além de material que será divulgado na mídia conscientizam foliões sobre como prevenir as DST/Aids, além de ensiná-los a usar corretamente os preservativos”, evidenciou a coordenadora do Programa de DST/Aids da Sesau, Fátima Rodrigues, ao salientar que a prevenção deve ser contínua.

Carnaval – Para os quatro dias de Carnaval, a coordenação estadual do Programa de DST/Aids estará disponibilizando 2 milhões de preservativos masculinos e mil femininos para os 102 municípios alagoanos. Todos também receberão material educativo, confeccionado especialmente para o período carnavalesco.

Fátima Rodrigues esclareceu que as ações de prevenção não podem ser encaradas como estímulo à prática sexual, mas como uma alternativa para evitar a expansão da Aids no Estado. “É inevitável controlarmos a prática sexual, que representa um ato de fórum íntimo. No entanto, podemos alertá-las para que sigam alguns cuidados e façam uso de preservativos”, observou.

Doença e contágio – O vírus da Aids é conhecido como HIV e encontra-se no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas. Objetos contaminados pelas substâncias citadas, também podem transmitir o HIV, caso haja contato direto com o sangue de outra pessoa.

Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids. Ao desenvolver a Aids, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente.

As principais formas detectadas de contágio são as relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de sangue. A Aids também pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou amamentação.

Infelizmente, a medicina ainda não encontrou a cura para a Aids. Mas para o seu controle são distribuídos, gratuitamente, medicamentos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Estes medicamentos melhoram a qualidade de vida do paciente, aumentando a sobrevida, a exemplo do AZT.

Fonte: Alemtemporeal

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